13 de set. de 2010

Falta de professores faz alunos terem aulas duas vezes por semana na Grande SP

Mães de alunos de escolas municipais de Francisco Morato, na Grande São Paulo, estão preocupadas. Seus filhos chegam a ter apenas dois dias de aula por semana, de acordo com uma denúncia que elas fizeram para o R7. Uma delas, mãe de duas crianças no ensino fundamental - um no segundo ano (1ª série) e outro no quinto ano (4ª série) do colégio Estância Belém - concordou em dar depoimento e diz que a falta de professores é constante. Ela não quis se identificar.
- Um dia tem [aula], em quatro não [tem]. Desde o começo do ano está uma bagunça. Ele [o aluno] vai para o colégio e logo depois está em casa. Raramente [professores] mandam um bilhete avisando que não vai ter aula. Nesta semana, soube que não teria [aula] pela tia da perua.
A prefeitura da cidade reconhece o problema e o atribui à falta de professores. Jesse Pereira Felipe, superintendente da Educação em Francisco Morato (cargo equivalente ao de secretário), afirma que faltam docentes após ter dado “tudo errado” em um concurso público aberto para contratar funcionários fixos. Os problemas fizeram com que fosse estendido o prazo para que os concursados assumissem o cargo.
- Existe um déficit [de professores] na rede municipal hoje. Deu tudo errado no concurso do fim de 2009. Houve diversos problemas com a empresa contratada, o edital teve que ser refeito, não havia médicos suficientes para o exame [de contratação] de todos os aprovados e o concurso só foi encerrado em julho [deste ano]. Porém, os concursados não assumiram de imediato e foram ser diretores e coordenadores em outras escolas.
Outra mãe, que também não quis se identificar, afirma que quase não acontecem aulas na turma da manhã no colégio Bezerra Sanches, também em Francisco Morato, desde o começo do segundo semestre. Além da ausência de professores "fixos", as crianças sofrem com a mudança frequente de docentes temporários, ressalta ela. Seus filhos estão no terceiro ano e no quinto do ensino fundamental.
O troca-troca de professores temporários acontece em ambos os períodos escolares – tanto de manhã quanto à tarde, de acordo com a mãe.
- O problema é antigo. Meu filho teve oito professores só no ano passado. A primeira professora gritava com os alunos e saiu. Depois entrou outra, ficou um tempo e saiu também. Sempre tem uma substituta, nunca é um professor fixo.
fonte: R7

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